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Personagens
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| Um breve histórico dos mais importantes personagens da saga de Argon |
Allana
Pouco se sabe sobre a verdadeira origem da serva de Isann. Foi encontrada com ainda poucas semanas de vida nos portões do templo de Vladvok, no deserto de Lacnon. Mães que não desejam seus filhos e os deixam nas portas de tempos e mosteiros de Yeoann é algo comum, porém Vladvok é situado no meio do deserto, distante de qualquer cidade, oasis ou trilha de caravanas.
Ninguém foi encontrado em milhas por perto do templo depois do aparecimento da cesta com a criança. Nem corpos, nem montarias, nada. Tal fato fez com que as sacerdotisas do templo, acreditassem que o bebê havia sido enviado pela própria Deusa.
Allana, foi o nome dado à menina - em um dialeto antigo dos seguidores do sol quer dizer “Filha da Luz”-. Sua chegada e os primeiros anos de sua infância foram recebidos com se fossem realmente uma benção de Isann, mas com o passar dos anos a menina mostrou um temperamento arredio e incontrolável. Era petulante com os professores, irredutível de suas opiniões, fossem certas ou erradas e era comum encontra-la em troca de tapas com outras meninas. Até mesmo a madre superiora do templo alegava ter envelhecido muitos anos graças a constate dor de cabeça que a menina lhe dava.
Não se sabe ao certo se foi pelo medo da crença dela realmente ser especial ou se pela insistência das madres - que nunca antes haviam falhado em criar uma criança - mas no final, Allana aos 17 anos se graduou. Claro que, graças a sua falta de disciplina, foi impossível treiná-la para ser uma madre de Isann, a jovem acabou se tornando uma clériga andarilha. Uma serva da deusa, com força bastante para se defender sozinha, e assim, disseminar a palavra de Deusa do Fogo pelos quatro cantos de Yeoann.
Desta forma ela fez nome. Apesar de, em muitos casos usar métodos nada ortodoxos, resolveu diversos problemas em várias cidades por todo o mundo. Dos mais simples até coisas de extrema seriedade. Em sua cruzada, conheceu Brunel, servo do Deus irmão de Isann, Bothus. Passaram alguns anos juntos, mas graças ao destempero emocional de Allana, ela acabou voltando para sua vida solitária.
Mesmo assim, durante a guerra, Brunel voltou a convoca-la e continuou a envia-la em diferentes missões dos mais variados tipos de perigos e desafios. Até que recentemente ela foi lotada na fronteira. |
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Argon
Nascido em uma família da baixa burguesia de Percávia, Argon fugiu de casa bem jovem para seguir os passos de um guerreiro mercenário chamado Drakon. O jovem se tornou aprendiz do experiente mercenário o que lhe rendeu uma vida despretensiosa pela qual se apaixonou. Argon adorava a rotina simples de sua vida, parte passada em campos de batalhas, parte em tavernas e bordeis. Depois de anos, Drakon se aposentou após ter perdido um braço e se retirou para a ilha de Loar, deixando seu aprendiz seguir seus próprios passos.
O grande primeiro trabalho de Argon foi uma missão que herdou de Drakon. O jovem guerreiro deveria seguir Kator, rei de Percávia junto com uma pequena comitiva para caçar um feitiçeiro. Desta empreitada, surgiram os primeiros grandes amigos do herói e também o pior vilão de toda Yeoann. O grupo teve relativo sucesso. Apesar de não terem conseguido matar o mago, este foi obrigado a fugir enfraquecido, deixando assim o rei tranquilo em relação ao perigo oferecido pelo vilão à seu reino.
Anos mais tarde, este mesmo mago reuniu uma facção de poderosos feiticeiros com a finalidade de conquistar Yeoann. Para tanto precisavam da força vital de dez valorosos guerreiros e assim, aproveitando-se para também se vingar do primeiro ataque que sofrera anos atrás, o feiticeiro capturou todos os membros da comitiva de Kator, entre eles é claro, nosso herói.
Dez anos mais tarde Argon despertou para descobrir que havia sido usado como instrumento para um terrível encanto que despertou bestas ancestrais: Os Dragões. Com eles, uma legião de criaturas menores retornaram do esquecimento para conquistar todos as terras de Yeoann. O estrago só não foi maior graças aos amigos de Argon da época: Brunel, Ronan-Dor, Carolinne, Miquelle e Lizabeth. Ele também descobriu que o Oráculo - uma poderosa presença ligada ao planeta - previra que, os dez guerreiros que tiveram sua energia usada para desencadear o mal, seriam a chave para o retorno ao equilíbrio.
Mas Argon tinha seus próprios problemas. Um pesadelo que o assombra desde seu retorno ao mundo dos vivos - em que vê seus amigos em perigo - o fez deixar de lado a história do oráculo para partir em uma cruzada solitária em busca de seus amigos. Quer dizer, solitária em parte. Semanas depois de ter despertado, Argon começou a ser assombrado pelo fantasma de seu próprio pai e este o acompanha em todos os lugares.
O único dos amigos que ele tem o paradeiro certo é Brunel, que hoje é o general do exército na fronteira que separa as terras livres das terras conquistadas pelos exércitos dos Dragões. |
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Khatarinn
Khatarinn vem de uma antiga linhagem de rastreadores e druidas, todas mulheres, que vivem em um groove na floresta de Talin-Bik. Recém formada druida, recebeu como sua primeira missão servir de "anjo da guarda" de Argon. Com medo dos perigos que o herói deve enfrentar, Vhollan, o sumo-sacerdote do templo de Boltibone decidiu enviar alguém para ajudá-lo sem interferir diretamente em seu caminho. Assim sendo, a jovem está sempre por perto, observando os passos do guerreiro.
Em momento algum ela se importou com o trabalho que lhe foi dado, muito antes pelo contrário! Uma missão como esta era tudo que ela precisa pra dar início a suas aventuras pelo mundo o qual sempre sonhou em conhecer. Além do que, esse tal de Argon é "bem bonitinho" em sua opinião.
Apesar de ser extremamente ligada a sua mãe, Leïnne, suas duas irmãs Biah e Biollah e a sua turma composta por Camysh, Joenn, Kernna e principalmente Pyetti - sua melhor amiga, os atrativos do mundo exterior a floresta de Talin-Bik na qual crescera, fizeram com que sua decisão em aceitar a missão fosse rápida. Mas um longo caminho se encontra a frente da jovem e ela mal sabe o que à espera adiante...
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Pashal
Pashal era um comerciante de relativo sucesso e um homem extremamente religioso. Projetou em seu único filho um futuro ótimo, para ele próprio. Afinal, se o pequeno Argon entrasse para o clero de Percávia ele teria um título de nobreza e isso faria os negócios irem nas nuvens, sem falar no orgulho que ele teria do filho seguindo sua religião. O grande problema foi que o garoto nunca gostou da idéia e na primeira oportunidade que teve fugiu para se tornar um mercenário.
Depois que seus sonhos foram jogados na lama, sua vida se tornou um inferno. Começou a beber, perdeu o negócio e botou a própria mulher pra fora de casa culpando-a pelas ações do filho. Anos depois, quando o filho voltou já homem e o encontrou bêbado, falido e sozinho, quase se sentiu culpado. Mas Pashal não deu tempo para tanto. Além de culpa-lo por seu fracasso, mentiu dizendo que a mãe tinha morrido de desgosto.
Argon viu o quanto seu pai era egoísta. Viu que na verdade, todos os planos que o pai tinha para ele eram apenas para benefício próprio e nunca pensou em respeitar a vontade do jovem. Assim, Argon partiu pela última vez. E, como acreditou que a mãe estava morta, deixou pra sempre a "família" que lhe restara.
Nada mais justo - na distorcida lógica de Pashal - que, agora depois de morto, ele tenha voltado para assombrar o filho... |
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Oráculo, O
Tãnnis era uma Edena, uma prima distante das Dríades que apesar de serem ligadas a natureza, são muito bem integradas a sociedade humana. As Edenas e os Devas foram importantes em guerras passadas como intermediários entre elfos e humanos. No final da terceira guerra, Tãnnis era uma generala muito importante e foi uma das escolhidas por Mefix para fazer parte de seu encanto. Dez anos mais tarde Tãnnis foi a primeira dos dez guerreiros a acordar e a ligação que sua raça tem com a natureza a transformou em algo muito mais do que uma simples Edena. Sua ligação com o mundo se tornou tão intima que ela assumiu o fardo e a alcunha de Oráculo e vem ajudando o exército da aliança na guerra que se desenrola em Yeoann. |
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Leïnne
Matriarca da casa dos Druídas na floresta de Talin-Bik, Leïnne é uma grande conselheira para muitos dos líderes da aliança. Defensora ferrenha do equilíbrio está sempre disposta a dividir suas experiências e conselhos com qualquer um que precise deles. Leïnne teve três filhas com Johell,um alto padre de Bothus. As meninas foram treinadas em sua casa e hoje seguem os passos da mãe ajudando o exército com suas habilidades. São elas Biah, a mais velha treinada como druida, Biollah que se tornou uma renomada rastreadora e Khatarinn, a caçula que recentemente também se formou como druída. |
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Rhinna, Condessa
O passado da Condessa é obscuro. Não foi nascida em familia nobre mas casou-se com um riquíssimo senhor feudal e tem trabalhado arduamente para ajudar a Igreja de Bothus nos caminhos da guerra. E tem conseguido também muitos favores por conta disso aumentando ainda mais as riquezas do marido. Muitos suspeitam que ela esteja involvida com negócios ilícitos mas nada pode ser provado até o momento. Os boatos mais fortes são de que Rhinna seja dona de uma enorme rede re prostituição e tráfico de escravos. Mas como dito anteriormente, nada pode ser provado. Rovell, o segundo na liderança no templo de Boltibone é um defensor ferrenho da Condessa nos últimos meses. |
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Rovell, Padre
Rovell sempre foi um servo fiel e devoto a Bhotus - Deus do Vento. Sem grandes dificuldades subiu a hierarquia da igreja chegando a ser o segundo homem mais importante de Boltibone, templo central da religião. Extremamente caridoso e preocupado com a melhoria da vida de todos a sua volta teve sua índole traída ao conhecer a Condessa Rhinna que, interessada nos privilégios de um homem tão poderoso, apresentou-lhe Villena.
Hoje, Rovell vive dividido entre o dever e o amor da enteada da Condessa que o força a atender os interesses da tia. Atormentado, ao mesmo tempo que teme ser descoberto em seus pecados, deseja ser desmascarado e recuperar sua alma vendida para as carícias de uma mulher |
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