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- por Inácio Freitas
A ascensão do terror nos quadrinhos se deu quando Willian Gaines herdou de seu pai a editora E.C., que antes era Educational Comics. Ele mudou o nome para Entertainment Comics e mudou também a linha editorial das revistas, que em 1950 passou a publicar estórias de terror. Com um ótimo time de desenhistas como Frank Frazetta, Wallace Wood, Al Williamson e Jack Davis foram criadas revistas antologicas: Haunt of Fear, Vaunt of Horror, Panic, Weird Fantasy e Crypt of Terror. Todas com grande sucesso ( essas estórias foram publicadas no Brasil na revista Cripta do Terror ).
Infelizmente a alegria de Gaines e da garotada que curtia as revistas durou pouco. Em 1953 começou uma perseguição às estórias de crime e terror pela conservadora sociedade americana, que culminou na criação do Comic Code, um órgão de censura aos quadrinhos. Gaines então passou a editar a revista Mad que existe até hoje.
Passou um bom tempo mas aconteceu o inevitável, em 1964 a barreira da censura começou a ser perfurada pela mão cadavérica do terror, que emergia de sua tumba. Foi criada a revista Creepy (que não trazia o selo do Comic Code Authority) tendo vários artistas da antiga EC em suas páginas. A revista Creepy era inteiramente em preto e branco, tinha qualidade nos desenhos, nos roteiros e um design inovador. Como nos antigos títulos de CE que traziam personagens apresentando as estórias (o Zelador da Cripta, a Bruxa Velha e o Guardião da Câmara) a nova publicação tinha o tio Creepy, que sobrevive até hoje nos “Contos Além do Túmulo” (Tales From the Crypt).
Tudo cortesia do editor James Warren. Ele criou depois uma outra revista chamada Eerie na mesma linha, com os artistas trabalhando em ambas. Fizeram muito sucesso e a revista revelou vários desenhistas como Jose Ortiz, Richard Corben, Jeffrey Jones e Berni Wrightson. Mas tarde Warren criou Vampirella claramente inspirado em Barbarella com ela cativou definitivamente a garotada. Porque será?
No Brasil as estórias escabrosas de Creepy e Eerie apareceram na revista Krypta da antiga RGE. E quando Creepy deixou de circular em 1983 passou o bastão para a DC com as revistas House of Mystery e House of Secrets, cujos apresentadores eram Cain e Abel, que hoje habitam as paginas de Sandman. Apesar de ser um terror mais leve e não ter artistas do mesmo nível eles acertaram em alguma coisa. Em 1972 na House of Secrets surgiu o Monstro do Pântano, em uma estória de Len Wein e Bernie Wrightson. O publico gostou e no mesmo ano o monstro ganhou uma revista própria, com os mesmos artistas, misturando cinema de terror B e o clima das estórias de Egar Alan Poe. Pena que não durou muito e foi cancelada na vigésima edição. No brasil a Ebal publicou parte das estórias em formatinho. Mas em 1984, na sua segunda edição a revista volta com força total com o ótimo argumento de Allan Moore e desenhos de Steve Bissete e John Totleben.
Nas décadas de 80 e 90 muitas e muitas estórias de terror foram contadas nas sangrentas páginas de diversas revistas, mas isso fica para um outro artigo.
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