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- por Alexandre Xavier

- Vocês estão cercados, não há pra onde fugir! - diz o mestre.
- Não há mesmo para onde fugir??? - pergunta o Anão Mercenário meio idiota...
- Realmente não vejo como. Os policiais estão fechando o cerco e vocês já podem ouvir o detetive gritar no megafone. - confirma com firmeza o DM.
- Então eu mato nosso refém! - retrucou o Mercenário (o mesmo refém que, diga-se de passagem, era o motivo da missão).
Imediatamente os outros cinco players gritam:
- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!!!!
- Pois bem... - diz o mestre estupefacto com o ocorrido - Acabou o jogo então! A polícia começa a atirar, acabam com a casa e todos vocês morrem fuzilados!
- Mas espera aí!!! - reclama o pobre recém-morto Elfo mago do grupo - Nos dê uma chance! Não podemos acabar assim!!!!
- Não há nada que eu possa fazer! Afinal vocês mataram o motivo da aventura e eu não tenho mais nada aqui para jogarmos... - concluiu desolado o DM.
DE QUEM É A CULPA?
Esta é uma questão bastante importante, afinal, porquê a aventura acabou de forma tão drástica? Certamente nem cogitamos como suspeitos o pobre Elfo e os outros quatro players que sucumbiram diante de tamanha atrocidade. Nos resta então o Mestre e, é óbvio, o Anão Mercenário. Quem é o culpado? Os dois, é claro!
Sem dúvida, o mais errado é o Mercenário, pois se você e o grupo de Runners são contratados para seqüestrar alguém, a última coisa que deve passar pela cabeça de vocês é matar o infeliz! Afinal, toda a sua grana depende disso além, é claro, da sua vida!
E, porquê o Mestre errou também? Por falta de preparo! Se acontece uma coisa parecida com isso em qualquer situação, o DM deve ter uma saída pela tangente afinal, ele é Deus! Tudo bem que o Mercenário mereceu morrer, mas e os outros cinco personagens? Mereciam o mesmo destino de seu companheiro? Acredito que não...
É certo que toda a aventura girava em torno do pobre seqüestrado, e que muita coisa foi construída para manter o grupo protegendo o tal - já que ele tinha que ser entregue vivo. É fato que, com o assassinato deste, horas e horas de preparo e criações foram jogadas no lixo, mas isso jamais justificaria um fim tão traumático!! Na pior das hipóteses, ele poderia acabar com a seção para pensar numa outra aventura que desse continuidade a essa, tão brutalmente interrompida– talvez até aproveitando elementos que se perderam com a campanha em questão.
EXISTE SOLUÇÃO?
Claro que sim! E lá vamos nós tentar sugerir algumas idéias para salvar as tardes de jogo. Afinal, muitas coisas legais podem ser feitas a partir de uma burrada dessas, podendo-se até dar início a seções muito melhores do que a que estavam jogando:
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Fuga Desesperada: Um mestre que está interessado em divertir seus amigos, e não acabar com as amizades em questão, abriria uma saída de emergência para o grupo. Só que essa válvula de escape não precisaria deixá-los tão bem assim: eles poderiam passar a ser procurados pelos amigos de sua vítima, pelos que os contrataram e pela polícia! Imaginem só quantas aventuras não poderiam acontecer assim! Seriam procurados por outros Runners, teriam que fugir da cidade e, por mais distante que estivessem, sempre poderia ter um bom caçador no encalço deles.
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Prisioneiros: O grupo poderia ser capturado pela polícia e levado para uma prisão de segurança máxima. Além de terem que descobrir uma forma de fugir, teriam ainda que escapar dos assassinos infiltrados na prisão pelas duas companhias, atrás da cabeça dos amigos.
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Um Novo Refém: No desespero, os amigos poderiam conseguir um novo refém! Poderia ser um policial, alguém que trabalhava no prédio onde eles estavam escondidos, qualquer um. Assim eles poderiam começar a negociar com a polícia uma forma de fugir do país. Pode não ser uma aventura cheia de ação, mas certamente seria um jogo tenso, onde os amigos teriam que utilizar seus talentos para planejar a melhor forma de sair com vida.
E O MERCENÁRIO?
Escapar impune? Depende da boa vontade do mestre, mas acredito que nem o mais bonzinho de todos os mestres deixaria um cara desses escapar com vida. Qualquer que seja a solução escolhida, uma coisa é certa: a melhor saída é ter sempre em mãos um roteiro para um “plano B anti-player trapalhão”. Quem sabe vocês não aproveitam uma destas dicas que deixamos aqui como começo para bolar essa solução alternativa? Boa sorte, e até o próximo artigo!
No final das contas, acredito que o mestre matou o grupo por raiva. Afinal, estragaram a aventura que ele tinha passado horas preparando! Mas descontar nos outros jogadores toda a sua ira definitivamente não trará ninguém para o seu lado da história! Entre diversas coisas, ser mestre também quer dizer ser justo e entender que nem sempre o jogo vai correr como o esperado! E se você não concorda com isso, bem... talvez seja hora de pendurar o saquinho de dados e jogar games de computador que com certeza terão menos imprevistos como esse... Você já ouviu falar de WoW? ;)
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